domingo, 24 de maio de 2015

Reiki Energia Universal - Universalismo como nova concepção espiritualista-religiosa




Quando falamos em religião é inevitável que se remeta o pensamento ao sectarismo doutrinário imposto pelas grandes vertentes religiosas existentes no mundo, como o Cristianismo, Islamismo, Judaísmo, Budismo e outras tantas. Boa parte desse sectarismo é justificado por convicções doutrinárias e dogmáticas antagônicas, que em grande parte dos casos resultam em radicalismos e intolerância.

Distante dessa separação e dos dogmas religiosos de maneira geral, vem se desenvolvendo uma nova forma de pensamento que busca a religiosidade por meio da experiência com o divino, dispensando, em primeiro plano, a ideia preconcebida de Deus. Assim, nessa nova concepção filosófica, a espiritualidade funciona como um meio de evolução a partir da descoberta, pela experiência íntima com o próprio ser superior, de sua realidade e do caminho a ser seguido. 


A experimentação da existência divina torna-se, portanto, o princípio da busca espiritual e, considerando que Deus está em tudo e em todos, mas que, principalmente, cada um de nós possui, em nossa essência, uma centelha da sua chama, é possível concretizá-la a partir de grande desprendimento material e introspecção, ou seja, a partir de um mergulho bem fundo dentro de si, para que, assim, possamos reconhecer o nosso Deus interior, o que aqui chamamos de “despertar”.

Mesmo ainda ébrios pela densa materialidade em que residimos nesta fase de nosso desenvolvimento espiritual e ainda incapazes de encontrarmos um caminho claro para o “despertar”, é possível percebermos manifestações da divindade que saltam aos olhos. 

Um dos maiores reflexos de Deus no mundo e que coloca as mulheres, ou mais especialmente as mães, à frente no processo de entendimento é a experiência transcendental da maternidade: o amor de mãe é sublime de tal forma que se torna o que mais próximo conhecemos da representação divina. 

Quem nunca ouviu a célebre frase “Ser mãe é padecer no paraíso”? Ora, padecer de uma forma ou de outra é natural para o atual estágio evolutivo dos seres humanos, faz parte da chamada “dor de viver”, que advém dos conflitos próprios dos momentos anteriores à integração do ser com o todo, ao “despertar”. Mas padecer no paraíso nos remete imediatamente à ideia de alguém que, mesmo vivendo os percalços da vida terrena, experimenta uma parcela do paraíso representada pelo “amor de mãe”. 

Então seria o amor o reflexo mais óbvio de Deus? Sim, é o que se depreende da ideia Universalista. É aí que se percebe que todas as doutrinas e religiões, depois de despidas dos dogmas e distrações materiais, possuem entre si uma coincidência interessante e enigmática: o Amor. 

Com essa concepção, os adeptos do pensamento Universalista buscam reconhecer expressões de amor e bondade em todas as religiões, doutrinas e escolas espirituais, despindo-as, de acordo com o nível de compreensão e lucidez de suas consciências, do que se entende como supérfluo, dogmática segregadora, misticismo exagerado e alegorias desnecessárias, para aproveitarem o que há no cerne de cada uma delas: o ensinamento sobre o Amor divino, e, a partir dele, buscarem o “despertar”. 

A compreensão das limitações dogmáticas e a tolerância religiosa são palavras de ordem. 



Compartilhado, trecho, do texto de:

Igor Tobias Mariano
Servidor Público Federal
Atualmente presidindo (cargo administrativo)
Sociedade Religiosa de caráter Universalista em Campo Grande – MS.