sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Xintoísmo




Xinto, ou Kami-no-Michi (“Caminho dos Deuses”) é a religião que nasceu com o Japão. Foi criada muito antes do budismo porém, ganhou força no Japão no século VI.



Esta era considerada a religião oficial do império japonês, pois, de acordo com a mitologia local os imperadores do país eram descendentes dos kamis (“Divindades”) criadores do Japão.
No entanto, em 1946, com a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial, o imperador Hiroíto renunciou o caráter divido que era atribuído aos governantes japoneses. Assim, a nova constituição japonesa passou a conceder liberdade religiosa a população.


Ela é uma religião que não tem fundador, gurus ou profetas como as diversas denominações cristãs que tem Jesus Cristo, da mesma forma que não possui dogmas e nem um livro sagrado como o Bíblia ou o Corão.
A Religião xintoísta é formada por uma série de lendas e mitos que explicam a origem do mundo, da vida e da família imperial japonesa.
O xintoísmo é uma religião baseada no respeito e no culto á natureza, sendo esta considerada uma grande aliada e imprescindível para a existência da vida na Terra. A relação homem-natureza é o ponto central do xintoísmo.
Esta é uma crença panteísta, ou seja, acredita na existência de vários “deuses” (kami), além de um Supremo Deus Criador e Doador da toda vida. Cada Kami é responsável por um elemento específico da natureza e do Cosmos.



Os kamis ("deuses") podem ter as mais variadas formas, desde seres humanos, animais, tempestades, pedras, rios, estrelas e etc. No entanto, a principal divindade do xintoísmo é a deusa do SolAmaterasu Omikami, que, de acordo com a lenda, nasceu a partir do olho esquerdo do deus da criação, Azanagui.

A receptividade a novas culturas, filosofias e religiões também é uma das características do xintoísmo, que não se classifica como uma crença exclusivista, proselitista e discriminatória. Ou seja, o Xintoísmo não tem atrito com outras religiões, pois ela é uma religião que ninguém tem nada contra outros credos.



As cerimônias xintoístas podem ser feitas em casa ou nos templos, possuindo quatro principais etapas: a purificação (limpeza da boca e das mãos com água); as oferendas (pequenos amuletos, pinturas e demais objetos); as preces e a festas sagradas.


Nos rituais xintoístas predomina a necessidade de estabelecer um equilíbrio entre o ser humano e a natureza, que é compreendida como uma guia e parceira do homem. Para chegar a este equilíbrio, é necessária a purificação do corpo e da alma.
A visão xintoísta de conexão e intimidade com a natureza se opõe ao comportamento do homem ocidental, que enxerga as forças naturais como adversárias, lutando e tentando dominá-la e subjugá-la.
Atualmente, a estimativa é que cerca de 119 milhões de pessoas pratiquem o xintoísmo no Japão. O número é elevado por causa da falta de exclusividade do xintoísmo como religião, ou seja, muitos japoneses possuem outras crenças e mesmo assim praticam rituais tipicamente xintoístas em casa ou nos templos.


Você sabe se a pessoa é Xintoísta visitando a casa dela, geralmente você vai se deparar com um altar, ou melhor, um KAMITANA que, necessariamente, tem a forma de uma “casinha”.


O Xintoísmo é a mais prática das religiões, pois o obriga a ser responsável pelo seu próprio crescimento espiritual-moral-religioso.​

No xintoísmo você é absolutamente livre para tudo, porém esteja ciente de que: “Plantou colheu”. Sendo assim, quem paga pelos seus erros e você mesmo.