sábado, 2 de janeiro de 2016

Terapeuta de si mesmo




Sofremos quando não compreendemos nossas emoções. Quando não conhecemos nossas crenças e como elas nos movem e, muitas vezes, nos aprisionam. Quando não sabemos lidar com as questões energéticas e espirituais, sejam positivas ou negativas, internas ou externas.

Sofremos quando não conseguimos ter controle sobre nós mesmos. Quando queremos, mas não conseguimos, mudar um padrão de comportamento, sentimento ou pensamento. Sofremos quando não nos aceitamos e nos comparamos aos outros. Sofremos quando só buscamos respostas fora de nós. Se formos bem sinceros, reconheceremos que sofremos por não nos conhecermos.

Por estarmos a quilômetros de distância de nossa essência, de nossa missão, do nosso propósito de vida, do compromisso que assumimos com nossa evolução ao renascer aqui neste planeta.
Sofremos por não aproveitarmos as oportunidades, por adiarmos as decisões, por sermos ora passivos, ora impulsivos.

Por não termos paciência para nos ouvir, nos acolher, nos dar abrigo. Assim, tão distantes de nós mesmos, com tantos conflitos internos, dores, mágoas, culpas, arrependimentos, nostalgia, fraqueza, como ficarmos de bem com o outro e com a vida? 

Como ter harmonia nas relações externas quando essa harmonia não existe dentro de nós?
Ser terapeuta de si mesmo é assumir com alegria, coragem e amor o comando de sua própria vida. É olhar no espelho, olho no olho, e reconhecer que cabe a você a direção, o controle e a responsabilidade sobre seus pensamentos, sentimentos e atitudes.

Ser terapeuta de nós mesmos é nos acolher, reconhecer quem somos e utilizar melhor nossos potenciais. É cuidar bem de nós. Escolher melhor o que comemos, bebemos, falamos, sentimos, pensamos e fazemos. Relembrar que para toda ação, há uma reação. O que fazer com nossas negatividades?

Como proceder diante de um pensamento, sentimento ou comportamento negativo em nós?

Experimente agir da seguinte forma:

1º. Reconhecer: Olhar de frente, nomear, saber como e quando as negatividades atuam, em relação a você mesmo e aos outros.

2º. Aceitar: Não criticar, julgar ou condenar para não gerar conflito, culpa e medo; apenas aceitar, observar.

3º. Acolher: Nada em nós é para ser jogado fora, deletado. A negatividade pode e deve ser transformada em positividade. Da indiferença para o amor. Do egoísmo para o altruísmo. Do medo para a coragem. Do orgulho para a boa vontade e assim por diante.

4º. Aprofundar: Conhecer e compreender a causa da negatividade para transformá-la em luz, em positividade. Chega de fugir de nós mesmos, nos distrair somente com as questões externas. Vamos nos aproximar e conhecer melhor o ser iluminado que habita em nós, que tem as respostas que precisamos, amor abundante, força, determinação e vontade.

Assim, nos tornaremos fortes, motivados e confiantes para lidar com os desafios que a vida nos envia para crescermos.

Fonte Belezain